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» "Eu não acredito mais na reforma da Previdência”, diz colaborador de Temer

Mesmo se sobreviver à crise política, o governo do presidente Michel Temer (PMDB) terá pouca chance de aprovar a reforma da Previdência e deverá chegar ao fim do mandato com um quadro econômico pior do que o que esperava até então.

A avaliação é de Roberto Brant, interlocutor frequente de ministros próximos do presidente, ex-ministro da Previdência no governo Fernando Henrique e um de seus colaboradores antes ainda do impeachment de Dilma Rousseff.

"Eu já não acredito mais na reforma da Previdência. Não acredito mais", disse ele ao Valor PRO, o serviço de informações em tempo real do jornal Valor Econômico. "E acho que nós vamos caminhar para o desastre fiscal porque tem a PEC [proposta de emenda parlamentar] do teto e as despesas da Previdência continuaram crescendo acima da inflação. Então, progressivamente elas vão ocupando o espaço de todas as outras despesas."

Para ele, se a reforma ficar, de fato, pelo caminho, a consequência será uma clara reversão das expectativas positivas em relação à economia.

Brant, defensor da agenda de reformas, foi um dos colaboradores do Ponte para o Futuro e de um conjunto de propostas que vieram depois, documentos que indicaram quais seriam as prioridades de Temer na Presidência, antes de assumir, há pouco mais de um ano a cadeira de Dilma.

Brant mantém canal aberto com dois ministros do núcleo do governo Temer: Moreira Franco e Eliseu Padilha. Mas diz que não conversou com ninguém desde a eclosão da crise provocada pela divulgação da gravação de um conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista.

"Com essa interrupção da potência do governo Temer, as reformas não vão ser concluídas como estavam sendo concebidas; talvez a trabalhista, mas até ela corre risco", diz.

Ele arrisca três cenários: se Temer se mantiver no cargo até o fim do mandato, haverá ainda alguma chance de aprovação das reformas; não agora e mesmo assim sem muitas certezas.

Se Temer for substituído, um presidente com mandato "tampão" e sem voto direto liderará "um governo natimorto" com capacidade zero para aprovar pautas controversas. Por fim, se o assunto ficar para pós-2018, nenhum candidato sequer chegará ao segundo turno defendendo essas reformas.

"A sociedade brasileira, como outras sociedades, não quer encarar a realidade [da necessidade de reformas como essas]", diz Brant. E, acrescenta ele, num ano pré-eleitoral, o Congresso não quer se desgastar perante os eleitores votando mudanças patrocinadas por um governo abalado pelo episódio JBS.

"O Brasil foi vítima de uma bala perdida; quiseram atacar o Temer e atingiram o Brasil. Quem perde é o Brasil", diz.

Brant se diz partidário da tese de que a gravação da conversa veio a público num momento estrategicamente calculado pelo Ministério Público.

"Eles escolheram essa data com muito cuidado e abortaram as reformas", disse. O "timing" foi preciso porque as matérias estavam a caminho de serem aprovadas, afirmou ele. "Não foi coincidência", diz. Foi, para ele, uma iniciativa influenciada pelos interesses de corporações judiciárias de minar a reforma da Previdência, em especial, que mexeria com interesses e direitos de seus integrantes.

Além de abalar o cronograma das reformas, a crise em torno de Temer mudou as especulações para 2018. "Eu não acho que o governo seja capaz de aglutinar forças e influir decisivamente na sucessão de 2018", diz Brant.

Ele considera que PMDB, PSDB e DEM terão de buscar um candidato comum, do meio político, para evitar uma pulverização de nomes e para evitar eventuais candidatos aventureiros.

"Entre esses vendedores de ilusão poderá haver juízes, ex-promotores, ex-ministros do Supremo, comunicadores midiáticos, um tipo de gente que pode falar qualquer coisa, mas que não vai conseguir conduzir um Congresso com 35 partidos."

Fonte: Valor Econômico

02/06/2017
  
 
   
 
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