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» Para Diap, governo não tem votos para aprovar reforma da Previdência


O governo Michel Temer (PMDB) não tem hoje votos em quantidade suficiente para aprovar a reforma da Previdência na Câmara, na avaliação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). A análise é de Antônio Augusto de Queiroz, diretor da entidade.

Segundo ele, dois elementos pesam contra o interesse do governo de aprovação imediata da reforma. O primeiro, diz, é a percepção de que a reforma não produz efeito no curto prazo. "Deputado sabe que não vai faltar dinheiro para a aposentadoria na semana que vem se ele não votar a reforma hoje", afirma.

"A aprovação agora pode fazer diferença do ponto de vista das expectativas do mercado. Mas do ponto de vista real, das contas da Previdência e dos pagamentos de benefícios, tanto faz votar agora ou no início da próxima legislatura. Então o parlamentar tende a deixar esse desgaste para depois", explica Queiroz. A apresentação de um texto mais ou menos enxuto faz pouca diferença, conforme esse raciocínio.

O outro motivo que pesa contra, na avaliação do diretor do Diap, é o acúmulo de desgaste já sofrido pelos congressistas da base de apoio a Temer. "Eles já estão desgastados porque votaram muita pauta impopular: PEC do Teto, reforma trabalhista, salvação do Temer. Então, existe o sentimento de que já deram a cota de sacrifício."

Na opinião de Queiroz, eventuais mudanças no ministério de Temer tendem a ser recebidas muito mais como "pagamentos de faturas" de votações já realizadas do que compromisso por mais apoio nas próximas votações.

"O governo, na ânsia de agradar o mercado, tem feito promessas que não tem condição de entregar", alerta. Mesmo o PSDB, que oficialmente defende a reforma, poderá não entregar a totalidade de votos correspondente ao tamanho de sua bancada.

"O desgaste eleitoral é certo para quem votar a favor. Mas alguns pelo menos teriam o prêmio do reconhecimento do mercado. Ocorre que, da forma como o governo se articulou, esse prêmio hoje iria para o Rodrigo Maia [presidente da Câmara] e para o centrão. Então por que os tucanos fariam isso para premiar concorrente?", diz. Queiroz avalia que tucanos podem boicotar a reforma da Previdência sem precisar votar contra, necessariamente. Basta que faltem à votação.



Fonte: Valor Econômico

23/11/2017
  
 
   
 
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