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» Seminário no TRT-PR debate políticas para inclusão e valorização racial


Única entre doze filhos a ter diploma universitário, a servidora afrodescendente Jandair Fernandes participa do evento

A Comissão Permanente de Politicas Afirmativas para Inclusão e Valorização Racial (PAVIR) do TRT-PR e a Escola Judicial do Tribunal promoveram o 1º seminário "A questão racial no Judiciário - Proposta para uma politica inclusiva", no dia 24 de novembro, no plenário Pedro Ribeiro Tavares, na sede administrativa do TRT-PR (Alameda Carlos de Carvalho, 528).

Participaram do evento servidores, juízes, desembargadores, advogados e representante do curso de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O Sinjutra também esteve representado pelo coordenador Miguel Szollosi.

Como propostas para debate, a Pavir destacou, entre outras, acompanhar as seleções de pessoal no âmbito do tribunal para fiscalizar o cumprimento da Resolução 203 do CNJ (que reserva aos negros 20% das vagas em concursos públicos); propor como meta que cargos em comissão no Tribunal sejam progressivamente ocupados por negros e pardos; propor que em regra sejam contratados estagiários negros até o limite da cota, para só depois serem contratados outros estagiários; acompanhar o treinamento de servidores para fins de qualificação, de modo a possibilitar meios de obterem acesso a cargos e funções comissionadas.

Houve várias manifestações durante os debates. Entre elas, destacou-se o depoimento da servidora afrodescendente Jandair Ivete Fernandes, técnica judiciária com 19 anos de TRT-PR.

Emocionada ao falar da sua história, relatou vir de uma família de doze filhos. Ela disse que se orgulha em ser exemplo para seus familiares. A servidora contou que no início sofreu preconceito dos próprios irmãos, que passaram a tratá-la de forma diferente, primeiro por ser funcionária pública, e depois pelo fato de ter cursado uma faculdade. Ela acredita que a situação refletia uma espécie de resignação, de um olhar diferenciado e diminuído para a condição de ser negro, como se não pudesse ter outra condição na sociedade.

Se numa primeira geração foi necessário romper com olhares, na segunda já foi possível colher os frutos. A única a ter diploma universitário na sua geração - Jandair é formada em Direito -, hoje conta com oito sobrinhos, além da própria filha, que concluíram curso superior.

Questionada sobre a existência de preconceito dentro do tribunal, ela afirma que existe, “não de maneira aberta, mas de uma forma velada, por ser um local onde as pessoas têm mais instrução”, acredita. Apontou como fundamental e de extrema importância a Comissão Permanente de Políticas Afirmativas para Valorização e Inclusão Racial, que é a primeira comissão neste sentido, no âmbito do Poder Judiciário.

Em nome do Sinjutra, o coordenador Miguel Szollosi, se colocou à disposição para que o sindicato possa atuar junto à administração no avanço das políticas que promovam igualdade racial no Tribunal da 9ª Região.



 

27/11/2017
  
 
   
 
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