Paraná, | Visitantes: 4501467 | Visitantes On-line: 12 | Home | Contato
NOTÍCIAS | ESPAÇO CULTURAL | TV SINJUTRA | CARREIRA | CONVÊNIOS | PERMUTAS | LUTAFENAJUFE | CONTAS | FÓRUM | FOTOS | CARTILHA DA GREVE
   
 
 

"Sinjutra Pratica Responsabilidade Social e Sustentabilidade"
 

   

» Sinjutra participa de ato nacional em defesa da JT e dos Direitos Sociais


Foto: Valcir Araújo (Sintrajud)

Da esquerda para a direita: Miguel Szollosi, coordenador do Sinjutra, Paulo Boal, presidente da Amatra IX, e Guilherme Feliciano, presidente da Anamatra

Entidades representativas de servidores, advogados, magistrados e procuradores se uniram em defesa da Justiça do Trabalho em ato nacional que reuniu centenas de pessoas que lotaram o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília, na terça-feira (5).

Sob o título “Em defesa da Justiça do Trabalho e dos Direitos Sociais”, o ato foi organizado pela Anamatra (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho), em parceria com a Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a Abrat (Associação Brasileira dos Advogados do Trabalho) e a ANPT (Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho). Dezenas de sindicatos participaram. O Sinjutra esteve representado pelo servidor Miguel Szollosi.

“Mentiras”

Em diversos momentos do debate a palavra ‘mentira’ apareceu para criticar dados falsos que vêm sendo alardeados, inclusive pelo presidente Jair Bolsonaro, sobre a Justiça do Trabalho. O presidente da Anamatra Guilherme Feliciano, que abriu os trabalhos, criticou a fala de Bolsonaro sobre haver judiciário trabalhista somente no Brasil. Fez também uma menção ao que disse o vice-presidente, general Hamilton Mourão, em palestra a empresários. “A Justiça do Trabalho não é uma ‘jabuticaba brasileira’”, afirmou Feliciano. Ele citou diversos países onde as relações entre trabalhadores e empregadores são mediadas por um órgão do judiciário especializado.

Os ataques à Justiça do Trabalho vindos do presidente Bolsonaro motivaram atos que ocorreram em 34 cidades, em janeiro, segundo levantamento da AAT-SP (a Associação dos Advogados Trabalhistas). Desde que Bolsonaro disse a uma rede de televisão que em ‘havendo clima’ poderia propor o fim da JT, entidades convocaram manifestações locais já com o indicativo deste ato nacional em Brasília. O Fórum Trabalhista de Curitiba esteve lotado no dia 21 de janeiro em protesto convocado pelo Sinjutra e demais entidades.

Sobre uma eventual extinção do órgão, expressões como “a Justiça do Trabalho é último bastião de resguardo da cidadania do trabalhador brasileiro”, “acabar com a Justiça do Trabalho [seria] um retrocesso civilizatório”, “[a JT] é fundamental para a dignidade do trabalhador” fizeram parte das inúmeras críticas que dominaram o evento.  

A Reforma Trabalhista foi também amplamente criticada na manifestação nacional, assim como o fim do Ministério do Trabalho e a PEC 95, que congela o orçamento com gastos públicos por 20 anos. Para muitos dos que falaram da tribuna, a reforma trabalhista foi um marco negativo que pôs fim a vários direitos sociais.

‘Carta de Brasília’

O ato foi encerrado pela leitura da Carta de Brasília pela vice-presidente da Anamatra, Noemia Porto. O documento assinado pelas entidades que organizaram o evento afirma, entre outros aspectos, que “o Brasil se distanciará da agenda do trabalho decente, do compromisso com a promoção da justiça social para todos e dos primados da igualdade e da liberdade se não adotar como discurso e como prática de governo o respeito e a valorização das instituições integrantes do sistema de justiça laboral, especialmente a Justiça do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho, a fiscalização do trabalho e a advocacia trabalhista”.



(Com informações do LutaFenajufe notícias)

07/02/2019
  
 
   
 
Buscar
 
 
E-Mail:
Senha:
Lembrar Senha
 
 
 
 
E-mail:
Envie sua carta...
 
TV Sinjutra
Responsabilidade Social