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» Literatura

- Poemas de Jeferson Nunes

Conforme já noticiado pelo Sinjutra/PR, o servidor Jeferson Nunes, lotado na 2ª Vara do Trabalho de Maringá, lançou em 27 de junho o livro de poemas "uma folha seca caiu no meu colo no primeiro dia do ano",.

Ao todo são 56 poemas escritos ao longo de duas décadas, que foram publicados na edição que foi viabilizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Maringá.

Abaixo, alguns poemas gentilmente disponibilizados pelo nosso colega Jeferson.

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uma folha seca
caiu no meu colo
no primeiro dia do ano

eu que não gosto do marrom
vi na folha morta
a cor de um ano bom

tenho sido otimista ultimamente
embora saiba da rima
entre otimismo e abismo

corro o que posso e me arremesso
para cair tentando o vôo
para tentar depois da queda
e estancar os sangramentos
com novos ferimentos

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quando não há o que dizer, apenas sinta
quando quiser toda atenção, inteiro ouça
quando teu peito te apertar, diga a verdade
quando a dor vier te ver, não a recuse
quando teu choro te tocar, se entregue todo
quando a mão te procurar, é tua chance
quando o silêncio não vier, saia do mundo
quando teu medo te tomar, dê-lhe o teu beijo
quando teu corpo de deixar, descanse um pouco
quando a parede te prender, busque o teu campo
e ande o que puder andar sem desespero
e não espere todo amor, apenas ame
não diga nada, meu amor, apenas sinta

quando teu tempo te faltar, respire fundo
quando houver o que dizer, que seja doce
e dar afeto seja o teu contentamento
quando tudo parecer estar perdido,
novas luas beijam noites diferentes
- é tempo de partir, deixar que partam
os quandos da tua vida em cada tempo
não diga nada, meu amor, apenas sinta
cada dia outro dia o sol inventa

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há vento forte
nas folhas doentes da goiabeira
caem as flores os frutos

não sei porque
vejo o céu azul ao fundo

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a vida borbulha da terra,  inesgotável
desce o riacho
poluída e potável

da vida o que se leva ?
a casa, a casa que não se consome
não o barro, o tijolo, a parede

na vida o que ainda vale ?
vale o que não tem nome
o toque da água a beijar a sede

da vida o que se leva?
o que vale deixar?
apenas o caminho percorrido até o mar

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para  choque

a vida
se bobear
é feito o salário

vai embora
para onde

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a chuva cobriu de amarelo a rua
- as flores das sibipirunas
então um cheiro limpinho
tomou conta dos meus olhos

uma felicidade sem causa me beija o rosto
e ruborizo
porque sou um homem sério
ra

 
   
 
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