Em ofício enviado à Presidência da República, Sinjutra defende especialista em Direito do Trabalho para vaga de ministra do STF
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O Sinjutra enviou nesta quinta-feira (28) ofício ao presidente Lula manifestando-se pela indicação da professora doutora Gabriela Neves Delgado para a vaga de ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) decorrente da saída do ministro Luís Roberto Barroso. A jurista tem ampla formação e conhecimento na área do Direito do Trabalho.
Além disso, embora não esteja expressamente registrada no documento, a indicação de uma mulher foi determinante para o posicionamento do Sinjutra. Atualmente, o STF tem apenas uma mulher em sua composição, a ministra Cármen Lúcia, e diversos setores da sociedade têm se mobilizado para que a próxima vaga na Corte seja ocupada por uma ministra.
A professora Gabriela Neves Delgado possui trajetória marcada por sólida formação intelectual e destacada produção jurídica. Graduou-se em Direito e concluiu o mestrado em Direito do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), tendo posteriormente obtido o título de Doutora em Filosofia do Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui ainda dois estágios pós-doutorais na área de Sociologia do Trabalho, na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), com foco em Desigualdades Globais e Justiça Social.
Como argumento, o Sinjutra destaca que “a indicação de uma jurista com sua trajetória representa importante fortalecimento da pluralidade de perspectivas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, especialmente no que se refere à compreensão das profundas desigualdades sociais brasileiras e da centralidade constitucional dos direitos sociais e trabalhistas”.
“O Sinjutra entende que a presença de uma jurista com a formação, experiência e sensibilidade social da Professora Gabriela Neves Delgado contribuirá significativamente para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito e para a construção de uma jurisprudência constitucional comprometida com os fundamentos republicanos e com a justiça social”, ressalta o ofício.
Para a coordenação do Sinjutra, a indicação de uma mulher, além de urgente e necessária, somada a um perfil especialista em Direito do Trabalho com olhar apurado sobre as questões sociais, servirá para diminuir a discrepância de gênero na composição do órgão e contribuirá para uma atuação mais sensível diante de matérias cruciais à classe trabalhadora.