Em reunião no CNJ, representantes das administrações dizem que efetivação do AQ deve ocorrer até maio
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Representantes das administrações presentes na 2ª reunião ordinária de 2026 do Fórum de Carreira do Poder Judiciário da União, realizada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quinta-feira (26), disseram que há o compromisso por parte dos Tribunais para que a efetivação das novas regras do Adicional de Qualificação ocorra até maio. A Fenajufe esteve representada na ocasião por cinco coordenadores.
O AQ não era pauta da reunião, que concentra o debate em torno das alterações na Lei 11.416/2006, referente às carreiras do PJU; ainda assim, diante da mobilização da categoria pela celeridade na implementação, houve a necessidade de abordar o tema.
Além do prazo para a implementação, a Fenajufe apresentou a demanda dos servidores técnicos judiciários para o reconhecimento da segunda graduação, dificuldade que afeta diretamente os servidores aposentados. A Federação também trabalha para que a primeira graduação seja reconhecida aos servidores auxiliares, para fins de recebimento do adicional.
A Fenajufe também informou que, diante de impasses de ordem técnica, a solução para as questões se dará por alteração legislativa. Sendo assim, apresentará minuta de anteprojeto de lei para modificar o texto da Lei nº 15.292/2025, acrescentando uma segunda graduação para os técnicos e o reconhecimento da primeira graduação para os auxiliares.
Sinjutra pela implementação do AQ
Em duas ocasiões no mês de março, os coordenadores do Sinjutra Miguel Szöllösi e Edson Firmino trataram do tema com a administração do TRT-PR. A primeira, em reunião com o presidente, desembargador Arion Mazurkevic, realizada no dia 7, oportunidade em que também foi protocolado ofício solicitando informações quanto aos prazos e à celeridade na implementação. A segunda, na Escola Judicial, realizada no dia 4, contou com a participação da juíza coordenadora Simone Galan de Figueiredo e do servidor Daniel Weigman, do apoio pedagógico da Escola e que está a par de todo o processo.
Os coordenadores apresentaram à administração a reivindicação dos servidores em relação à efetivação das novas normas. Na reunião na Escola Judicial, em que os aspectos técnicos foram expostos ao Sinjutra, a juíza informou sobre a força-tarefa instituída para garantir que o processo seja célere. Fez questão de que os coordenadores do Sinjutra conhecessem etapas da verificação de documentos, a fim de avaliarem a complexidade da operação. São aproximadamente 1.200 casos para análise, sendo 400 já verificados e contemplados na folha de pagamento deste mês.